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O
efeito placebo é conhecido há muito tempo, e respeitado
a ponto de ser incluído em testes clínicos, para
comparação com os efeitos dos medicamentos reais.
Sabemos que ele se relaciona com a expectativa do
paciente: o organismo, ao receber algo que a mente
acredita ser remédio, é "convencido" a reagir de acordo.
O mecanismo, ainda inexplicável, vem sendo estudado pelo
médico Fabrizio Benedetti, da Universidade de Turim,
Itália. No ano passado, ele monitorou a atividade
cerebral de pacientes com mal de Parkinson, enquanto
dava a eles uma solução salina inócua, que acreditavam
ser remédio. Essa crença bastou para que os cérebros dos
pacientes reagissem, reduzindo sintomas da doença, como
tremores e rigidez. No sentido oposto, pacientes que
eram tratados com remédio verdadeiro, mas sem o saber,
continuavam manifestando os sintomas. |